Terça-feira, Abril 13, 2010

Para quem quiser textos de aprofundamento das temáticas que têm sido tratadas nas aulas de Antropologia e Educação, recomendo a leitura das seguintes obras:

LAPLANTINE, François. Aprender Antropologia. São Paulo: Brasiliense, 2007. (sobretudo os capítulos 1, 3 e 4)

SCHWARZ, Lilia Moritz. “Uma história de diferenças e desigualdades”: as doutrinas raciais do século XIX. In: _____. O espetáculo das raças: cientistas, instituições e questão racial no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1993, p. 43-66.

Estes textos complementam as nossas discussões em aula, as apresentações em power point e ajudam a esclarecer vários pontos do livro base que estamos adotando, o do Roque de Barros Laraia. Como é sempre bom estimular a ida dos alunos à biblioteca, recomendo a visita ao nono andar da UERJ ou em outras bibliotecas que tenham maior acesso. Se houver dificuldade de encontrar os textos, avisem-me que disponibilizo na pasta da xerox.

postado por: Luciana 7:48 PM



Quarta-feira, Abril 07, 2010

Power Point para a turma de Antropologia e Educação:

http://rapidshare.com/files/373212649/ANTECEDENTES_HIST__RICOS_DO_CONCEITO_DE_CULTURA.ppt.html

Continuação do texto do Laraia, para ser visto após o Power Point "Como as diferenças foram sendo percebidas historicamente", que foi postado anteriormente.

postado por: Luciana 7:08 PM



Power Point para a turma de Sociologia da Educação:

http://rapidshare.com/files/373210478/Te__ricos_da_Sociologia.ppt.html

postado por: Luciana 7:03 PM



Quinta-feira, Abril 01, 2010

Revista Nova Escola

Grandes Pensadores

Julho 2008

http://revistaescola.abril.com.br/edicoes-especiais/022.shtml

postado por: Luciana 9:46 PM



Quarta-feira, Março 17, 2010

Power Point da aula inicial, que retrata como as diferenças foram sendo percebidas historicamente ao longo do tempo:


http://rapidshare.com/files/364821844/Teorias_sobre_as_diferen__as.ppt.html



No link abaixo, um guia para quem estiver com dificuldades para baixar o arquivo como baixar no rapidshare:

http://www.portalcab.com/faq/rapidsharede.php

postado por: Luciana 11:59 PM



Domingo, Março 14, 2010



ANTROPOLOGIA E ESCOLAS ANTROPOLÓGICAS


A Antropologia é o estudo do homem como ser biológico, social e cultural. Sendo cada uma destas dimensões por si só muito ampla, o conhecimento antropológico geralmente é organizado em áreas que indicam uma escolha prévia de certos aspectos a serem privilegiados como a “Antropologia Física ou Biológica” (aspectos genéticos e biológicos do homem), “Antropologia Social” (organização social e política, parentesco, instituições sociais), “Antropologia Cultural” (sistemas simbólicos, religião, comportamento) e “Arqueologia” (condições de existência dos grupos humanos desaparecidos). Além disso podemos utilizar termos como Antropologia, Etnologia e Etnografia para distinguir diferentes níveis de análise ou tradições acadêmicas.

Para o antropólogo Claude Lévi-Strauss (1970:377) a etnografia corresponde “aos primeiros estágios da pesquisa: observação e descrição, trabalho de campo”.
A etnologia, com relação à etnografia, seria “um primeiro passo em direção à síntese” e a antropologia “uma segunda e última etapa da síntese, tomando por base as conclusões da etnografia e da etnologia”.

Qualquer que seja a definição adotada é possível entender a antropologia como uma forma de conhecimento sobre a diversidade cultural, isto é, a busca de respostas para entendermos o que somos a partir do espelho fornecido pelo “Outro”; uma maneira de se situar na fronteira de vários mundos sociais e culturais, abrindo janelas entre eles, através das quais podemos alargar nossas possibilidades de sentir, agir e refletir sobre o que, afinal de contas, nos torna seres singulares, humanos.


Muitas têm sido as formas de perceber e nomear os Outros ao longo do tempo, o que tem resultado na formação de diferentes escolas ou correntes antropológicas.
A fonte deste texto e algumas informações básicas sobre os principais paradigmas e escolas de pensamento antropológico podem ser encontradas no seguinte site:

http://www.fflch.usp.br/da/vagner/antropo.html (Acesso em 10/02/2009)

postado por: Luciana 10:23 AM



Sábado, Março 13, 2010

WEBGRAFIA – sugestões de textos eletrônicos



A Carta, de Pero Vaz de Caminha. Carta a El Rei D. Manuel, Dominus: São Paulo, 1963. Disponível in

http://www.culturabrasil.pro.br/zip/carta.pdf


BARBOSA, Maria do Socorro Ferraz. A Presença Portuguesa e Africana diante dos Índios, Disponível in,

http://www.fundaj.gov.br/docs/indoc/cehib/ferraz.html


MINER, Horace. Ritos Corporais entre os Nacirema, disponível in

http://www.aguaforte.com/antropologia/nacirema.htm


LINTON, Ralph. O cidadão norte-americano. Disponível in:

http://www.consciencia.net/2004/mes/02/linton-citacao.html


CARVALHO, José Carlos de Paula. Exemplos de Etnocentrismo. Disponível in:

http://tryck.vilabol.uol.com.br/etno.htm


GUSMÃO, Neusa Maria Mendes de. Antropologia e educação: Origens de um diálogo. Disponível in:

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-32621997000200002


DAUSTER, Tania. Um Saber de Fronteira: entre a Antropologia e a Educação. Disponível in:

www.anped.org.br/reunioes/26/outrostextos/setaniadauster.doc


Textos do NECCSO – Núcleo de Estudos Currículo, Cultura e Sociedade. Disponíveis in:

http://www.ufrgs.br/neccso/downloads_pesquisadores.htm

postado por: Luciana 6:36 PM








Verbete Antropologia

Considerada de maneira ampla como o estudo científico do homem, esta definição ortodoxa destaca inúmeros problemas que ajudam a ilustrar tanto a diversidade da Antropologia hoje quanto seus aspectos unificadores. O primeiro desses problemas é que, se as origens da Antropologia como disciplina coerente encontram-se na revolução darwiniana de meados do século XIX, e em consequência, eram parte do interesse geral pela EVOLUÇÃO, boa parte do seu desenvolvimento posterior foi uma reação às idéias evolucionistas e, em particular, “progressionistas” sobre sociedade e comportamento humanos. A fragmentação da Antropologia em ramos diferenciadamente sociais e biológicos reflete não apenas diferentes reações ao desenvolvimento das idéias evolucionistas, mas também uma rejeição, por grande parte da Antropologia Social em particular, à viabilidade de uma abordagem puramente científica dos problemas inerentes ao estudo dos seres humanos. Em segundo lugar, o surgimento de críticas feministas levou a uma precaução com o uso da palavra “homem” para designar a espécie humana como um todo – se não a uma rejeição total desse termo. [...]

Dada essa fragmentação em elementos sociais e biológicos, para não mencionar ainda outras subdivisões, é questionável se ainda resta alguma coerência na palavra Antropologia, e, mais ainda, se o crescimento de todo um âmbito de ciências da vida, humanas e sociais, sem falar em abordagens mais humanistas, não teria levado a uma redundância, na qual não existe um lugar nítido para a Antropologia, nem um caráter específico para a abordagem antropológica. É possível dar uma resposta positiva, considerando-se o que é ímpar ou predominante nas investigações antropológicas. Mais que qualquer outra parte das ciências humanas ou sociais, a Antropologia se caracteriza por uma ênfase nas abordagens comparativas, nas variações mais do que nas normas do comportamento das sociedades, e numa rejeição das sociedades ou populações ocidentais como modelo para a humanidade. Esse quadro comparativo é de importância capital. Tradicionalmente, os antropólogos sociais concentravam-se nas sociedades não-ocidentais e, apesar de ter havido um aumento de interesse pela aplicação de métodos e conceitos semelhantes a sociedades que se encontram dentro da esfera européia, o que sempre se considerou é que a experiência social humana é mais bem encarada como uma série de variações, cada qual com sua própria lógica cultural, e em particular que a sociedade ocidental não representa um padrão de comparação pelo qual essas outras culturas devam ser avaliadas. O âmbito de variações culturais fornece esse quadro nitidamente comparativo para os antropólogos sociais.

Da mesma forma, os antropólogos biológicos, ou antropólogos físicos, como eram antes conhecidos, utilizam princípios e métodos biológicos para fornecer outro quadro comparativo. Este pode ser explicitamente evolucionista, comparando os seres humanos com outros primatas, ou pode ser um exame da extensão e natureza da variação biológica do homem hoje. Se, seguindo o uso norte-americano da palavra Antropologia, nela se inclui a Arqueologia, então o quadro comparativo é fornecido pelo tempo – o modo como as sociedades humanas têm variado através da pré-história e da história. Na base de todos os ramos da Antropologia existe essa preocupação com o mapeamento da criação humana – biológica, comportamental e cultural – e com a tentativa de explicar, interpretar e compreender os padrões e maneiras que não façam qualquer pressuposição injustificada sobre direções de desenvolvimento ou sobre uma singularidade do ser humano. O projeto antropológico caracteriza-se, em última análise, por essas perspectivas globais.


Sociedades primitivas

A descoberta pelos europeus da enorme variedade nas sociedades humanas ocorreu basicamente durante o período de 1500 a 1900, e acarretou a necessidade de compreender como e por que essa diversidade ocorreu. A adoção de perspectivas evolucionistas (apesar de não necessariamente darwinianas) durante o final do século XIX forneceu a primeira base coerente para tal perspectiva. A evolução foi encarada, por muitos pensadores que haviam sofrido a influência de Darwin, como Herbert Spencer, como uma progressiva escalada de mudanças de organismos primitivos até os seres humanos.

Outras espécies representavam casos de desenvolvimento interrompido em uma scala naturae. Num espírito semelhante, as sociedades humanas poderiam ser classificadas numa escalada de progresso, do primitivo ao avançado. A sociedade européia, ou particularmente a industrial, ficava no patamar mais elevado. As sociedades primitivas, portanto, podiam ser encaradas tanto como estágios através dos quais os seres humanos e suas sociedades haviam passado quanto como exemplos da falta de progresso evolutivo. As primeiras sínteses antropológicas, como as desenvolvidas por E.B. Tylor e L.H. Morgan, forneceram esse modelo, com vários estágios de desenvolvimentos identificados – hordas primitivas, barbarismo, civilização, por exemplo, ou matriarcado e patriarcado, ou através de conceitos econômicos como caçar e lavrar a terra.

Apesar de esse paradigma evolucionista ter fornecido as bases da antropologia moderna, a contribuição essencial dos antropólogos às idéias do século XX originaram-se, paradoxalmente, na rejeição desse ponto de vista. Por inúmeros motivos, que variam da busca do exótico à necessidade de dar conta de impérios, a Antropologia preparou o caminho para a observação direta e para a interação entre os observadores europeus e as sociedades envolvidas. Foi esse contato direto e íntimo, levando ao desenvolvimento dos métodos de observação participante, por antropólogos como B. Malinowski, A.R. Radcliffe-Brown e E.E. Evans-Pritchard, que derrubou a perspectiva evolucionista e levou a uma rejeição das idéias de progresso nas sociedades humanas. A experiência com o funcionamento detalhado das sociedades não-européias mostrou pela primeira vez que elas estavam longe de ser simples e não podiam ser corretamente classificadas em termos evolucionistas. [...]
Embora muitos dogmas do FUNCIONALISMO tenham sido abandonados desde então, a idéia de que a variedade da organização social e econômica humana deveria ser encarada em termos de circunstâncias ecológicas e tradições culturais específicas, assim como reações alternativas a condições singulares, continua a ser de importância capital. Além do âmbito da Antropologia, a idéia conduziu ao abandono das noções de hierarquia evolucionista entre as sociedades humanas. Em seu lugar passou a existir uma sensibilidade maior para com tradições culturais independentes e estratégias sociais alternativas.


Cultura

O conceito antropológico crucial na base dessas mudanças foi o de CULTURA. Essa palavra compõe-se ela própria de múltiplas camadas e tem mudado de significado no decorrer dos anos. Em um nível refere-se às características de comportamento que são exclusivas dos seres humanos, em relação a outras espécies. Também traz consigo a noção de comportamento aprendido e ensinado, em vez de instinto. [...] Um outro nível é o da capacidade humana de gerar comportamento. Em outro nível encontra-se o ponto de vista de que tal comportamento está profundamente enraizado nas relações sociais e em outras características da sociedade. [...]
O reconhecimento da diversidade de culturas e subculturas humanas é um importante passo conceitual surgido da prática da Antropologia Social – o estudo detalhado de sociedades específicas (etnografia). [...]
Cultura não é apenas a acumulação de tradições sociais. Ela está tão profundamente entrelaçada com todo o sistema cognitivo que a visão do mundo, em cada indivíduo, é construída pela experiência cultural e a ela está sujeita. Dada a independência das tradições culturais, isso teve imensas implicações para a intercomunicação de conceitos e valores entre as sociedades.

Relativismo cultural

Em certo sentido trata-se de uma reação extrema às noções de progresso das abordagens evolucionistas, segundo as quais sociedades e culturas podiam ser classificadas das primitivas às avançadas. O relativismo cultural desenvolveu-se na Antropologia Social como um meio de enfatizar tanto a dificuldade de se fazer comparações entre culturas quanto a ausência de quaisquer critérios independentes para se formar juízos sobre os méritos relativos de diferentes tradições sociais. Em seu ponto mais extremo, o relativismo cultural adota o ponto de vista de que uma cultura só pode ser considerada dentro do contexto de suas próprias tradições e lógicas culturais. [...] Isso levou também a uma compreensão muito mais profunda de valores, sistemas de conhecimento e cosmologias por todo o mundo. Efeitos mais negativos foram o abandono das abordagens comparativas que servem de base à Antropologia, uma tendência ao particularismo histórico e uma ambiguidade quanto à universalidade dos direitos humanos.

A unidade da espécie humana

Se a Antropologia social rejeitou as abordagens evolucionistas que se baseiam numa visão progressiva da sociedade humana, uma tendência bem diferente pode ser encontrada na Antropologia biológica. Obras recentes sobre a história do darwinismo têm revelado que, ao mesmo tempo em que muitos dos seguidores de Darwin se mostravam ansiosos por encontrar um elemento de progresso, ele próprio estava consciente de não ser esse o caso, e que seus argumentos fortemente seletivistas (ver SELEÇÃO NATURAL) prognosticavam a diversidade adaptativa em vez da mudança unilinear. De fato, foi por esse motivo que a maioria dos evolucionistas do final do século XIX e início do século XX abandonaram a teoria da seleção, ao mesmo tempo em que mantinham uma perspectiva evolucionista. No entanto o conceito evolucionista capital de Darwin – descendência com modificação – fornecia de fato uma solução simples para um problema complexo, o da monogenia ou poligenia. A descoberta de diversos povos nas Américas e em outras partes do mundo levantou a questão, para os cientistas pré-darwinianos, de esses povos terem todos uma mesma origem ou criação ou serem o produto de vários atos diferentes da criação. A monogenia implicava a unidade de todos os seres humanos, a poligenia abria a possibilidade de algumas formas humanas não fazerem realmente parte da criação especificamente humana ou da história bíblica. [...] Assim, as abordagens biológicas da Antropologia abriram caminho para a visão, predominante neste século, de que a humanidade é unificada, unida por uma herança biológica, imensamente maior do que qualquer uma das diferenças. A aceitação da unidade da espécie humana é hoje um consenso fundamental, formando a base de muitas idéias que vão além do estritamente biológico.

A diversidade humana

Do mesmo modo que os antropólogos sociais se concentraram na diversidade das formas culturais humanas, os antropólogos biológicos também se voltaram para a diversidade biológica. [...] A diversidade de aparência dos seres humanos, particularmente em aspectos como a cor da pele e a forma do rosto, deram crédito a esse ponto de vista e se tornaram a base da análise da variação humana em termos de RAÇA. Durante a maior parte do século XIX e início do século XX, raça foi o conceito central no estudo da diversidade biológica humana. [...] Na primeira metade do século XX, a Antropologia Física conferiu um fundamento biológico a idéias mais difundidas a respeito de raça, e serviu de base às teorias da ciência da eugenia e do NACIONAL-SOCIALISMO. Até a Segunda Guerra Mundial, raça foi conceito capital no estudo da biologia humana, a partir de uma perspectiva antropológica e evolucionista.
Essa situação transformou-se por completo depois da guerra. Na Antropologia recente, raça foi completamente rejeitada como noção biológica e analítica de alguma utilidade. Parte do motivo disso foi, sem dúvida, uma reação ao modo como a biologia foi usada para justificar ações políticas. [...] A contribuição da Antropologia às idéias deste século, assim, retorna a sua preocupação original com a evolução, mas dentro de uma ênfase bastante diferente. A evolução não mostra uma escala de progresso, mas uma fonte de diversidade; em vez de fazer com que os humanos remontem cada vez mais no tempo, ela enfatiza o quanto nossa espécie é jovem e, assim, a unidade das populações humanas.



Fonte: OUTHWAITE, William; BOTTOMORE, Tom (editores). Dicionário do Pensamento Social do Século XX. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1996.

postado por: Luciana 6:18 PM



ALGUMAS REFLEXÕES SOBRE CULTURA


A cultura, para os antropólogos em geral, constitui-se no “conceito básico e central de sua ciência”, afirma Leslie White. O termo cultura (colere, cultivar ou instruir; cultus, cultivo, instrução) não se restringe ao campo da antropologia. Várias áreas do saber humano - agronomia, biologia, artes, literatura, história, etc. – valem-se dele, embora seja outra a conotação.

Muitas vezes, a palavra cultura é empregada para indicar o desenvolvimento do indivíduo por meio da educação, da instrução. Nesse caso, uma pessoa “culta” seria aquela que adquiriu domínio no campo intelectual ou artístico. Seria “inculta” a que não obteve instrução.

Os antropólogos não empregam os termos culto ou inculto, de uso popular, nem fazem juízo de valor sobre esta ou aquela cultura, pois não consideram uma superior à outra. Elas apenas são diferentes em nível de tecnologia ou integração de seus elementos. Todas as sociedades – rurais ou urbanas, simples ou complexas – possuem cultura. Não há indivíduo humano desprovido de cultura exceto o recém-nascido e o homo ferus; um porque ainda não sofreu o processo de endoculturação, e o outro, porque foi privado do convívio humano.

Para os antropólogos, a cultura tem significado amplo: engloba os modos comuns e aprendidos da vida, transmitidos pelos indivíduos e grupos, em sociedade.

Desde o final do século passado os antropólogos vêm elaborando inúmeros conceitos sobre cultura. Apesar de a cifra ter ultrapassado 160 definições, ainda não chegaram a um consenso sobre o significado exato do termo.





O conceito de cultura varia no tempo, no espaço e em sua essência. Tylor (1871), Linton (1936), Boas (1938) e Malinowski (1944) consideram a cultura como idéias. Para Kroeber e Kluckhohn (1952), Beals e Hoijer (1953), ela consiste em abstrações do comportamento. Keesing (1958) e Foster (1962) a definem como comportamento aprendido. Leslie White (1959) apresenta outra abordagem: a cultura deve ser vista não como comportamento, mas em si mesma, ou seja, fora do organismo humano. Ele, Foster (1962) e outros englobam no conceito de cultura os elementos materiais e não materiais da cultura. A colocação de Clifford Geertz (1973) difere das anteriores, na medida em que propõe a cultura como um “mecanismo de controle” do comportamento.

A cultura, portanto, pode ser analisada, ao mesmo tempo, sob vários enfoques: idéias (conhecimento e filosofia); crenças (religião e superstição); valores (ideologia e moral); normas (costumes e leis); atitudes (preconceito e respeito ao próximo); padrões de conduta (monogamia, tabu); abstração do comportamento (símbolos e compromissos); instituições (família e sistemas econômicos); técnicas (artes e habilidades); artefatos (machado de pedra, telefone).

Falando em atitudes e visões de mundo, falamos em cultura. Assim, a sociedade, em suas parcialidades ou em sua totalidade, se rege pela cultura, por um modo de ser coletivo que é partilhado por seus membros. Pertencendo a determinada categoria social, os indivíduos têm participação coletiva dentro dessa categoria, que, por sua vez, se integra ao todo da sociedade. Isto é, cada categoria social abriga comportamentos e modos de ser coletivos que podem ser vistos como cultura. Cultura aqui seria uma dimensão da sociedade. Alguém já usou a metáfora de que a sociedade seria como um esqueleto, que é sustentado por músculos, nervos e carne, que conformariam a cultura.


INDIVÍDUO, SOCIEDADE E CULTURA

O homem, isolado de um sistema social, não gera cultura, mas a soma de suas potencialidades, estimuladas pela sociedade e pelo meio, é que determina a dinâmica da criação cultural. Portanto, três elementos se impõem na elaboração cultural: o indivíduo, a sociedade e o ambiente.

Daí a busca contínua das ciências que se preocupam com o homem, com a sociedade e com o meio. Somente a soma desses conhecimentos poderá permitir a melhor adaptação do indivíduo ao meio físico, social e cultural. A Antropologia, hoje, com o auxílio das ciências correlatas, busca entender o homem em sua totalidade.

As sociedades são formadas de seres humanos que adotam uma forma de viver normativa, isto é, tornam-se portadores de culturas, em geral, adaptadas à ambiência local.

Atitudes, condutas e comportamentos fazem parte intrínseca do complexo cultural e são ditados pelas normas e padrões adotados pelo grupo, como saudáveis ao desenvolvimento sociocultural. Toda cultura está sujeita a mudanças, mas os padrões de comportamento, tanto individual quanto grupal, conservam-se mais ou menos estáveis.

Hoebel e Frost (1981: 57) afirmam que “a cultura com raízes no comportamento individual é superindividual”. Assim, quando se consideram, no dizer dos autores, humanidade, cultura e sociedade, pode-se concluir que não existe sociedade humana sem cultura e vice-versa. São, portanto, três entidades indispensáveis: homem, sociedade e cultura desenvolvendo-se adaptativamente num meio geográfico próprio.


Indivíduo e Personalidade

Considerando que o indivíduo só se torna humano a partir de sua interação com os demais seres humanos, torna-se impossível isolar o ser individual da sociedade. Essa interação é padronizada pela cultura.

O indivíduo, como membro de uma sociedade, tem um comportamento modelado em função de suas potencialidades hereditárias e das normas e padrões de sua cultura. Participa, desde o nascimento, de um sistema social, sendo herdeiro de uma tradição cultural mantida pelos seus antepassados e transmitida de geração a geração.

A partir do nascimento, a criança é submetida a um processo contínuo de aprendizagem, que se prolonga por toda a sua vida, com fases de maior ou menor apreensão. É o condicionamento consciente e inconsciente do indivíduo orientando-o e canalizando seus impulsos pessoais para as expectativas da sociocultura. Ao mesmo tempo, leva-o a evitar comportamentos anti-sociais, sujeitos a punições e sanções.

Trata-se da endoculturação, processo através do qual o comportamento humano é modelado culturalmente e organizado socialmente. Resulta na produção de personalidades que caracterizam individualmente os membros do grupo. Submetido à endoculturação, o indivíduo estará em condições de participar plenamente de sua sociedade, tendo seu comportamento adaptado a modos culturalmente aceitos.

Os antropólogos preocupam-se com as formas que os indivíduos utilizam para assimilar sua cultura e adaptar-se convenientemente. Assim, para esses especialistas, a educação é um processo amplo, não apenas o desenvolvido pelas instituições oficiais, mas também todo tipo de socialização que tenha como resultado a aquisição de cultura e, portanto, de personalidade.

A família, os amigos e a sociedade, com seus meios de comunicação, exercem papel preponderante na assimilação de normas de conduta e atitudes e na formação dos sistemas de valores. Os grupos sociais, com suas culturas, têm grande importância na formação da personalidade, em decorrência da estreita relação que mantêm com o organismo humano. São esses grupos que permitem a endoculturação ou socialização do indivíduo. Lenta e continuamente, ele incorpora à sua personalidade os significados e os valores de sua cultura.

A personalidade se encontra, portanto, intimamente relacionada à cultura. Ela se estrutura no processo de endoculturação. O comportamento individual normal é estabelecido, em grande parte, pelos fatores culturais, que tendem a padronizar as personalidades. Os padrões culturais não são incondicionalmente aceitos; muitas vezes, ao serem assimilados, estão sujeitos a reinterpretações, conforme a visão individual que a pessoa tem de si mesma e do mundo que a cerca.

Na verdade, o indivíduo é moldado por fatores culturais e sociais, mas conserva sua capacidade de pensar, sentir e agir com independência, resguardando sua individualidade. Não é possível encontrar duas pessoas exatamente iguais, apesar da influência decisiva da sociedade e da cultura.


Sociedade e cultura

Para Ruth Benedict, a “sociedade e o indivíduo não são antagônicos, mas interdependentes”. O comportamento grupal tem suas raízes no comportamento individual, não havendo antagonismo, mas inter-relação entre o grupo social e os membros que o compõem. A sociedade não pode ser separada dos indivíduos e, por sua vez, nenhum indivíduo alcançará suas potencialidades sem uma cultura em que participe.

Padrões de cultura preestabelecidos, orientadores da conduta, acham-se intimamente relacionados com a psicologia dinâmica do indivíduo. Contudo, não se pode admitir, dada a diferença de temperamento das pessoas, uma aceitação compulsória do comportamento ditado pela sua sociedade. Entretanto, a maioria dos seus membros é moldada pela própria cultura, adotando espontaneamente o comportamento configurado pelo contexto em que vive. Os adultos, em uma sociedade, com sua conduta já definida, representam o modelo com o qual as crianças vão identificar-se e cujo comportamento vão imitar.

Sem a cultura, tanto a sociedade quanto os seus membros não poderiam inter-relacionar-se funcionalmente. A cultura é a própria maneira de viver da uma sociedade. A configuração dos padrões culturais garante seu eficiente funcionamento e sua conservação como unidade cultural.


Fontes consultadas:

GOMES, Mércio Pereira. Antropologia: ciência do homem: filosofia da cultura. São Paulo: Contexto, 2008.

MARCONI, Marina de Andrade; PRESOTTO, Zelia Maria Neves. Antropologia: uma introdução. 7.ed. São Paulo: Atlas, 2008.

postado por: Luciana 6:12 PM



CONCEITOS

ACULTURAÇÃO

Aculturação é a fusão de duas culturas diferentes que, entrando em contato contínuo, originam mudanças nos padrões da cultura de ambos os grupos. Pode abranger numerosos traços culturais, apesar de, na troca recíproca entre as duas culturas, um grupo dar mais e receber menos. Dos contatos íntimos e contínuos entre culturas e sociedades diferentes resulta um intercâmbio de elementos culturais. Com o passar do tempo, essas culturas fundem-se para formar uma sociedade e uma cultura nova. O exemplo mais comum relaciona-se com as grandes conquistas.
O termo aculturação, no entanto, vem sendo empregado ultimamente, também como fusão de subculturas ou cultura rural versus cultura urbana. Aculturação não implica, de modo algum, que as culturas que entram em contato se devam distinguir uma da outra como “superior” ou “mais avançada”, ou como tendo um maior “conteúdo de civilização”, ou por diferir em qualquer outra forma qualitativa.
Exemplo: a cultura brasileira resultou, em princípio, da fusão das culturas européia, africana e indígena.
A aculturação consiste, pois, em uma forma especial de mudança. A sociedade que sofre o processo de aculturação modifica a sua cultura, ajustando ou conformando seus padrões culturais aos daquela que a domina. Entretanto, embora sofra grandes alterações no seu modo de vida, conserva sempre algo de sua própria identidade.
A Antropologia usa o termo “aculturação” para expressar esse processo de relacionamento e de incorporação de itens culturais de uma cultura por outra. É um dos termos criados pela Antropologia mais usados pelo público em geral. Por exemplo, é usado para representar as mudanças culturais que se operam nas sociedades indígenas; ou nos contingentes de imigrantes em seus novos países.
Com efeito, a dinâmica própria de cada cultura é afetada pelo relacionamento entre os povos, organizados como nações e estados. As formas mais evidentes desse relacionamento são a econômica e a política. A desigualdade internacional é evidente nesses dois aspectos. As respectivas culturas também são afetadas pela maior ou menor disposição de emprestarem-se costumes e instituições umas das outras.

ENDOCULTURAÇÃO

O processo de “aprendizagem e educação em uma cultura desde a infância” é chamado enculturação tanto por Felix Keesing quanto por Hoebel e Frost. Herskovits emprega o termo endoculturação para conceituar a mesma coisa, significando, além disso, o processo que estrutura o condicionamento da conduta, dando estabilidade à cultura.
Cada indivíduo adquire as crenças, o comportamento, os modos de vida da sociedade a que pertence. Ninguém aprende, todavia, toda a cultura, mas está condicionado a certos aspectos particulares da transmissão de seu grupo.
As sociedades não permitem que seus membros ajam de forma diferenciada. Todos os seus atos, comportamentos e atitudes de seus membros são controlados por ela.

RELATIVISMO CULTURAL

A posição cultural relativista tem como fundamento a idéia de que os indivíduos são condicionados a um modo de vida específico e particular, por meio do processo de endoculturação. Adquirem, assim, seus próprios sistemas de valores e sua própria integridade cultural.

Em certo sentido trata-se de uma reação extrema às noções de progresso das abordagens evolucionistas, segundo as quais sociedades e culturas podiam ser classificadas das primitivas às avançadas. O relativismo cultural desenvolveu-se na Antropologia Social como um meio de enfatizar tanto a dificuldade de se fazer comparações entre culturas quanto a ausência de quaisquer critérios independentes para se formar juízos sobre os méritos relativos de diferentes tradições sociais.

As culturas, de modo geral, diferem umas das outras em relação aos postulados básicos, embora tenham características comuns. Todos os povos formulam juízos em relação aos modos de vida diferentes dos seus. Por isso, o relativismo cultural não concorda com a idéia de normas e valores absolutos e defende o pressuposto de que as avaliações devem ser sempre relativas à própria cultura onde surgem.

ETNOCENTRISMO

A posição relativista liberta o indivíduo das perspectivas deturpadoras do etnocentrismo, que significa a supervalorização da própria cultura em detrimento das demais. Todos os indivíduos são portadores desse sentimento e a tendência na avaliação cultural é julgar as culturas segundo os moldes da sua própria. A ocorrência da grande diversidade de culturas vem testemunhar que há modos de vida bons para um grupo que jamais serviriam para outro.

Toda referência a povos primitivos e civilizados deve ser feita em termos de culturas diferentes e não na relação superior/inferior. O etnocentrismo pode ser manifestado no comportamento agressivo ou em atitudes de superioridade e até hostilidade. A discriminação, o proselitismo, a violência, a agressividade verbal são outras formas de expressar o etnocentrismo.


Fontes consultadas:

GOMES, Mércio Pereira. Antropologia: ciência do homem: filosofia da cultura. São Paulo: Contexto, 2008.

MARCONI, Marina de Andrade; PRESOTTO, Zelia Maria Neves. Antropologia: uma introdução. 7.ed. São Paulo: Atlas, 2008.

postado por: Luciana 6:05 PM



Recursos de síntese

RESUMO

Alguns conceitos

Resumo é um tipo de redação informativo-referencial que se ocupa de reduzir um texto a suas principais idéias. Em princípio, o resumo é uma paráfrase e pode-se dizer que dele não devem fazer parte comentários e que engloba duas fases: a compreensão do texto e a elaboração de um novo. (MEDEIROS, 2004, p. 125)
Resumo é uma apresentação sintética e seletiva das idéias de umtexto, ressaltando a progressão e a articulação delas. Nele devem aparecer as principais idéias do autor do texto. (MEDEIROS, 2004, p. 142)
O resumo é a apresentação concisa e frequentemente seletiva do texto, destacando-se os elementos de maior interesse e importância, isto é, as principais idéias do autor da obra. (LAKATOS e MARCONI, 2005, p.68)

Fazendo um resumo

Fazer resumo de textos lidos é uma técnica de grande auxílio ao estudar. É uma boa maneira de compreender e memorizar o texto, além de facilitar o trabalho caso ele tenha que ser revisto posteriormente. É claro que, para conseguir tais resultados, o resumo deve ser eficiente. Um resumo é uma condensação fiel das idéias contidas em um texto, é uma redução do texto original. Não cabem no resumo comentários ou julgamentos pessoais a respeito do que está sendo resumido. Muitas pessoas fazem o resumo de maneira errada apenas produzindo partes ou frases do texto original, e elaborando-o à medida que lêem. Para elaborar um bom resumo é necessário compreender antes todo o conteúdo do texto, Não é possível resumir um texto a medida que se faz a primeira leitura e a reprodução de frases do texto, em geral, indica que ele não foi compreendido.
Quem resume apresenta, com as próprias palavras, os pontos relevantes de um texto, procurando expressar suas idéias essenciais na progressão e no encadeamento em que aparecem. Ou seja, ao fazer um resumo é importante não perder de vista três elementos:

+ As partes essenciais do texto;
+ A progressão em que elas se sucedem;
+ A correlação entre cada uma dessas partes.

Fazer um bom resumo não é tão fácil quanto parece, é uma habilidade que deve ser aprendida e praticada. Existem indicações a respeito de como fazer um resumo que podem facilitar sua elaboração. Os seguintes passos podem ser recomendados:

1. Leia o texto inteiro ininterruptamente e tente responder a seguinte pergunta: De que se trata o texto? É preciso compreender o texto e ter uma noção do conjunto antes de fazer o resumo.
2. Releia o texto e tente compreender melhor o significado das palavras difíceis. Recorra ao dicionário se necessário. Tente identificar o sentido de frases mais complexas. Você pode fazer um glossário do texto para facilitar seu trabalho e agilizar sua leitura.
3. Tente fazer uma segmentação do texto, agrupando idéias que tenham alguma unidade de significação. Se o texto for pequeno, pode dividi-lo em parágrafos; com textos maiores é aconselhável adotar um critério de segmentação mais funcional, a partir de subtítulos por exemplo.
4. Para finalizar, redija o resumo com suas palavras, procurando condensar e encadear os segmentos na progressão em que sucedem no texto e estabelecendo relações entre eles.
Atenção: quando o resumo refere-se a uma obra completa, é chamado de sipnose



FICHAMENTO DE CITAÇÃO OU DE TRANSCRIÇÃO

Consiste na reprodução fiel de frases ou sentenças consideradas relevantes ao estudo em pauta. (LAKATOS e MARCONI, 2005, p.54).
Aspectos a observar, de acordo com LAKATOS e MARCONI (2005, p. 57):

+ Toda citação tem de vir entre aspas;
+ Após a citação, deve constar o número da página de onde foi extraída;
+ A transcrição tem de ser textual;
+ A supressão de uma ou mais palavras deve ser indicada (no local da omissão, utilizar três pontos no início ou final do texto e entre parênteses, no meio);
+ A supressão de um ou mais parágrafos também deve ser assinalada, utilizando-se uma linha completa de pontos.
+ A frase deve ser complementada, se necessário.
+ Quando o pensamento transcrito é de outro autor, tal fato tem de ser assinalado.

A transcrição direta exige a colocação de aspas no início e no final do texto. Consiste na reprodução fiel de textos do autor citado. Se já houver no texto transcrito expressão aspeadas, tais aspas devem ser transformadas em aspas simples (‘).(MEDEIROS, 2004, p. 120)

Aspectos a observar, de acordo com MEDEIROS (2004, p. 124):

+ Indica-se o número da página de onde foi transcrito o texto;
+ Se houver erro de grafia ou gramaticais, copia-se como está no original e escreve-se entre parênteses (sic);
+ A supressão de palavras é indicada com três pontos entre parênteses;
+ A supressão de um ou mais parágrafos intermediários é indicada por uma linha pontilhada.
+ Ao transcrever textos, é preciso rigor, observando aspas, itálicos, maiúsculas, pontuação etc. Não se deve alterar o texto de nenhuma fora, como por exemplo, trocando palavras por outras de sentido equivalente.
Preparando um fichamento

Fichamento é uma maneira excelente de manter um registro de tudo que você lê. Depois de você fazer um bom fichamento de um texto, ou livro, você nunca mais precisará recorrer ao original novamente. O que fará com que você ganhe tempo. Além disso, durante o processo de fazer o fichamento, você pode adquirir uma compreensão maior do conteúdo do texto. Mas o que é fichamento? Para explicar o que é fichamento é melhor explicar antes o que não é fichamento: não é resumo, embora possa conter resumos; fichamento não paráfrase (tradução literal), embora possa conter paráfrases do autor. Fichamento é basicamente o arquivo do texto que você lê contendo a referência e o que você entendeu do conteúdo do texto de uma obra, de um texto ou mesmo de um tema.

A seguir algumas dicas de como fazer uma fichamento:
a) Fichamento de uma obra ou texto: o fichamento de uma obra ou texto deve conter os seguintes itens:

+ Referência
+ O que você entendeu a respeito do conteúdo do texto
+ Frases literais (opcional)

Para fazer o fichamento de uma obra ou texto você deve:

1. Ler o texto inteiro uma vez ininterruptamente;
2. Ler o texto novamente, grifando, fazendo anotações e procurando entender o que o autor quer dizer em cada parágrafo;
3. Fazer o fichamento.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

MEDEIROS, João Bosco. Redação científica: a prática de fichamentos, resumos, resenhas. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2004.

LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Fundamentos de metodologia científica. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2005.

http://www.fepi.br/institutos/ichs/graduacao/pedagogia/met_cientifica.htm#fichamento. Acesso no dia 23 de agosto, às 10 horas.

http://eb23cmat.prof2000.pt/sala/fazer/fazres.html. Acesso no dia 23 de agosto, às 9 horas e 30 minutos.


OBRA RECOMENDADA DISPONÍVEL NA EDITORA DA UERJ:

HENRIQUES, Claudio Cezar; SIMÕES, Darcília. A redação de trabalhos acadêmicos: teoria e prática. 4ª.ed. Rio de Janeiro: EdUERJ, 2008.

postado por: Luciana 5:57 PM




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